Os 3 pilares da vantagem competitiva

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O monopólio absoluto é uma utopia. Por mais que o objetivo de maior ambição de qualquer negócio seja o de chegar o mais próximo possível de dominar um determinado mercado, alcançar este mérito é algo tão absurdo como imaginar que exista um estado de concorrência perfeita.

Se é impossível se chegar em um monopólio absoluto, então quais são os indicadores reais que uma empresa pode buscar para trabalhar com uma margem mais ampla no mercado? A resposta está no conceito de vantagem competitiva.

Michael Porter, um dos pais desta concepção, definiu dois tipos de vantagem competitiva que uma organização pode alcançar em relação a seus rivais: menor custo e diferenciação. Esta vantagem deriva de atributos que permitem a uma organização superar a sua concorrência, tais como posição superior no mercado, habilidades ou recursos.

Sem se distanciar muito do conceito original, a Jumpers busca formular o diferencial de um negócio principalmente através de 2 dimensões gerais: a gestão e a inovação. A gestão deve ser responsável principalmente por identificar e desenvolver as competências centrais de uma empresa, enquanto a inovação deve entender quais são os gaps de necessidades do cliente que não estão sendo satisfeitas, e trazer um método simples e diferenciado de tratar as mesmas.

 

1.A gestão e a liderança do futuro

 

Ao invés de olhar exclusivamente para a otimização de custos, como é sugerido pela visão tradicional de Porter para a vantagem competitiva, buscamos trabalhar com as noções de competências centrais de uma organização – desenvolvidas essencialmente por Hamel e Prahalad nos anos 90 – para aplicar os pilares do que denominamos como liderança do futuro, que envolve algumas atitudes como:

 

  • Criar possibilidades
  • Visionar o futuro e tomar passos ágeis na direção do mesmo
  • Criar sentido e liberar a criatividade
  • Definir cenários e colaborar
  • Desenvolver as habilidades únicas de cada pessoa

 

Este princípio de liderança é basicamente focado em administrar as pessoas e o conhecimento essenciais para o negócio, de modo a desbravar constantemente novos caminhos e trabalhar de forma conjunta com seus principais colaboradores.

 

2.A inovação e os diferenciais competitivos

 

Existe um modelo de inovação que é a base das unidades de pesquisa e desenvolvimento da maioria das empresas. Este, passando por um crivo de mercado, geralmente parte de uma livre experimentação para chegar em alguma nova solução de produto. No entanto, quando pensamos por um viés de serviços moldados para atender a necessidades cotidianas, o design thinking e a matriz de oceano azul podem oferecer uma abordagem bem mais assertiva para tratar o assunto. Os principais pontos destas metodologias podem se resumir em:

 

  • Converse com o seu público
  • Evoque as histórias e explore as emoções dos seus usuários
  • Extraia hipóteses e mapeie possíveis soluções para as mesmas
  • Descubra quais pontos da sua solução são commodizados
  • Saliente os seus diferenciais e crie novas saídas para o seu negócio

 

As contribuições dos métodos de design thinking e de oceano azul para os negócios são notáveis, e podem se resumir naquilo que é essencial para qualquer um que decide empreender olhando para uma real oportunidade: o casamento de necessidades únicas com o aproveitamento de habilidades singulares.

 

3.A importância do posicionamento

 

Identifiquei e desenvolvi as competências essenciais para o meu negócio e mapeei meus principais diferenciais de mercado. O que fazer agora?

 

Firmar uma posição, sem sombra de dúvidas. É indispensável a necessidade de comunicar estas mesmas competências e diferenciais de uma maneira clara e repetitiva para todos: seus associados, colaboradores internos, fornecedores, parceiros estratégicos assim como para seus clientes finais.

 

Os principais contrapontos que a prática das novas configurações de liderança – que trabalham de forma colaborativa e criativa – e que o uso constante de modelos que realçam a inovação – como o design thinking e o blue ocean – podem provocar são a mudança, a adaptação e a metamorfose constantes de um determinada empresa.

 

E o que fazer para minimizar estes riscos? Uma vez que validamos um modelo de negócios com o mercado e com a equipe, devemos buscar posiciona-lo através dos seguintes pontos:

 

  • Resolvendo uma dor real e específica de seu público
  • Expressando a sua proposta de valor de uma forma clara e sempre com ar de novidade
  • Comunicando com nitidez o verdadeiro propósito do negócio
  • Ensinando toda a sua equipe
  • Uniformizando esta abordagem com todos os seus stakeholders e clientes

 

O grande objetivo que miramos ao buscar vantagem competitiva é conseguir ficar a frente de nossos reais e potenciais concorrentes, e não deve nunca ser confundido com uma mudança contínua que arrisca confundir todo o ecossistema no qual o seu negócio pertence. Aqui, a regra é clara: aperfeiçoar sempre, mudar somente quando necessário.



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